segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Liberdade

Voar para longe;
Fugir como um pássaro;
Sair da prisão;
Tirar férias do trabalho.

O desejo mais almejado,
O desejo mais obscuro,
O desejo mais complicado,
O desejo mais necessário.

Aquele incompreendido,
Aquele julgado,
Aquele tão sonhado,
Aquele desejo chamado liberdade.

Para Sempre Nós.

E é sobre a solidão. E é como eu sou a maior prova de que ela existe, de que ela dói. O exemplo passado para se entender o que é algo. Solidão sou eu. Eu e meus pensamentos; eu e meus delírios; eu e meu coração, apenas eu. Rodeada por aqueles que convivem comigo, porém só, no profundo poço de meus sentimentos. Têm todos, e tem eu. Tem a felicidade e a solidão, digo, eu. E estou aqui, cercada pelo nada.

Doce e amarga, minha companhia. Nos damos tão bem que acho que nunca vamos nos separar. Uma bela e trágica história de amor. Ou será de ódio? Solidão, por que percorre meu caminho fazendo alimentar-me de ti, fazendo-me necessitar de sua desgraça convincente? Hora problema, hora solução. O que será de mim sem ti? O que será de mim com ti? Solidão e eu, para sempre nós.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Tortura diária.

É muito raro uma lembrança me confortar, seja boa ou não. Se é lembrança, memória, acabou, está no passado. As ruins, me fazem reviver momentos horríveis. O positivo da lembrança, é o aprendizado que elas trazem consigo. E talvez, por mais torturantes que elas sejam, eu não quero viver sem elas. Elas são o que sou, e por mais que não goste de quem sou, não saberia viver se eu não fosse assim.
       
Lembranças ou memórias (passado) e a morte, são as únicas coisas que não mudam. Por isso doem tanto. Nunca vão acabar. Sendo que é relativo, pois mesmo que seja a mesma lembrança, ela nunca será igual, sem contar que se pode ter alguma doença que envolva perda de memória. E a morte, você pode fantasiar. Afinal quantas foram as vezes que alguém já morreu e uma pessoa não quis acreditar, ignorou o fato, criou uma outra vida dentro da própria mente? O passado é algo assustadoramente incrível.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O que eu quero.

E eu quero gritar. Quero me apaixonar, desapaixonar e me apaixonar outra vez. E quero ser amada, quero poder ser amada, quero amar. Quero atenção, quero carinho, quero colo. Quero ter alguma coisa para fazer e quero ter nada para fazer. Quero ser. Ser a atriz da novela, do filme, da série. Quero ser a modelo da revista, minha cantora favorita, qualquer um que não sou, só para ser eu. Quero comer e beber. Quero, quem sabe, fumar. Quero café. Quero sexo. Quero rir, quero chorar, quero sonhar, quero brincar, quero fantasiar. Quero usar salto alto e maquiagem. Quero usar tênis ou uma rasteira. Quero usar vestido ou calça. E talvez, calça e vestido. Quero pular, quero dormir, quero me divertir, quero lembrar e esquecer, quero escrever, quero ler, quero arrumar. Quero viver.

domingo, 8 de setembro de 2013

Lágrimas não choradas

Tudo estava triste. E eu já não tinha mais tristeza para chorar. Me desacostumei com isso. Sempre a mesma agonia. E eu precisava de alguém apenas para dizer que tudo ficaria bem. E eu entrei em seu abraço, mergulhei em seus braços. Tímidas lágrimas começaram a brotar. Elas não se atreveriam a cair. Não naquela hora, não naquela situação. Fostes apenas um anjo sem asas que me resgatou. Que me permitiu com que a tristeza esvaísse, mas eu não permiti. Minhas lágrimas são minhas, ninguém deve ver minha dor. Ninguém precisa disso. Não sou digna de fazer isso com alguém. São apenas de minha autoria, e eu que tenho que sofre-las. Eu que tenho que mata-las.
       
Minhas receosas angústias queriam cair, mas eu não deixava. E nem deixarei. Voltem para seu lugar, fiquem em meu coração. Mesmo que eu precise, não apareça mais em minha vida. Se aparecer, que volte rapidamente. Vou engoli-las como sempre fiz. Vou ignorar sua presente necessidade. Que saia apenas para olhar a vida e me esvaziar, quando tudo estiver deserto. Mas voltem. Voltem e se prendam. Não sejam cruéis, não se esforcem, não insistam. Nada adiantará. Porque vocês estão presas, não merecem ser soltas. Eu não mereço solta-las.

sábado, 31 de agosto de 2013

Movimentos de uma vida.

O vento sopra
os pássaros voam.

A maré enche
os peixes nadam.

O tempo passa
a vida acontece.

Mais uma de amor.

Para muitos, em uma história de amor, é necessário começo, meio e um final feliz. Precisa acontecer da forma mais poética possível. Com um acaso, um suspense, um felizes para sempre, um drama, e quem sabe, uma comédia. Para mim, tudo que uma história de amor precisa ter, é amor.

E você, o que acha?

Há quem diga que um coração vazio é melhor que um coração partido. Tenho minhas dúvidas… Em minha concepção, um coração vazio, nunca está realmente vazio. Sempre está cheio de mágoas e cicatrizes.
A diferença entre eles, é que o partido, volta seu sofrimento para o amor, ao contrário do vazio, que tem várias dores para se ocupar. A perda de alguém, ou a perda de si mesmo? O que é mais cruel? Quem sabe, eu saiba que o amor nunca dura, o que talvez, não seja uma coisa muito boa de se saber. 

domingo, 11 de agosto de 2013

Minha Doce Solidão

Caminhei pelas entranhas de minha mente, tentando entender o mais sombrio espaço. Sai andando e me deparei com fantasmas e assombrações de uma alma marcada. "Que lugar escuro", pensei. Revestido por ilusões desiludidas e sonhos enfraquecidos. E como sempre, sozinha eu estava, andando no meu próprio território desconhecido. Entrei no circo dos horrores e fiquei, me senti em casa.
   
Não estou reclamando ou lamuriando, apenas constatando um fato. A solidão está comigo. Ela e eu. Para tudo o que eu quiser, preciso batalhar, as coisas não costumam vir fáceis para mim, mas para sair dessa doce "enrascada", não tenho nada ou por quem lutar. Somos só nós, até eu encontrar, de novo, alguém que valha a pena meu esforço, alguém que me faça acreditar novamente em tudo que desacreditei. Minha companheira e eu, até a luz voltar a bater nos recônditos mais sórdidos de meu coração. Até que formamos um belo par.