quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Mas obviamente, eu não sou.

E eu queria ser um passarinho
Para voar até você
E te observar
Da manha até o anoitecer.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Tortura diária.

É muito raro uma lembrança me confortar, seja boa ou não. Se é lembrança, memória, acabou, está no passado. As ruins, me fazem reviver momentos horríveis. O positivo da lembrança, é o aprendizado que elas trazem consigo. E talvez, por mais torturantes que elas sejam, eu não quero viver sem elas. Elas são o que sou, e por mais que não goste de quem sou, não saberia viver se eu não fosse assim.
       
Lembranças ou memórias (passado) e a morte, são as únicas coisas que não mudam. Por isso doem tanto. Nunca vão acabar. Sendo que é relativo, pois mesmo que seja a mesma lembrança, ela nunca será igual, sem contar que se pode ter alguma doença que envolva perda de memória. E a morte, você pode fantasiar. Afinal quantas foram as vezes que alguém já morreu e uma pessoa não quis acreditar, ignorou o fato, criou uma outra vida dentro da própria mente? O passado é algo assustadoramente incrível.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O que eu quero.

E eu quero gritar. Quero me apaixonar, desapaixonar e me apaixonar outra vez. E quero ser amada, quero poder ser amada, quero amar. Quero atenção, quero carinho, quero colo. Quero ter alguma coisa para fazer e quero ter nada para fazer. Quero ser. Ser a atriz da novela, do filme, da série. Quero ser a modelo da revista, minha cantora favorita, qualquer um que não sou, só para ser eu. Quero comer e beber. Quero, quem sabe, fumar. Quero café. Quero sexo. Quero rir, quero chorar, quero sonhar, quero brincar, quero fantasiar. Quero usar salto alto e maquiagem. Quero usar tênis ou uma rasteira. Quero usar vestido ou calça. E talvez, calça e vestido. Quero pular, quero dormir, quero me divertir, quero lembrar e esquecer, quero escrever, quero ler, quero arrumar. Quero viver.

domingo, 8 de setembro de 2013

Lágrimas não choradas

Tudo estava triste. E eu já não tinha mais tristeza para chorar. Me desacostumei com isso. Sempre a mesma agonia. E eu precisava de alguém apenas para dizer que tudo ficaria bem. E eu entrei em seu abraço, mergulhei em seus braços. Tímidas lágrimas começaram a brotar. Elas não se atreveriam a cair. Não naquela hora, não naquela situação. Fostes apenas um anjo sem asas que me resgatou. Que me permitiu com que a tristeza esvaísse, mas eu não permiti. Minhas lágrimas são minhas, ninguém deve ver minha dor. Ninguém precisa disso. Não sou digna de fazer isso com alguém. São apenas de minha autoria, e eu que tenho que sofre-las. Eu que tenho que mata-las.
       
Minhas receosas angústias queriam cair, mas eu não deixava. E nem deixarei. Voltem para seu lugar, fiquem em meu coração. Mesmo que eu precise, não apareça mais em minha vida. Se aparecer, que volte rapidamente. Vou engoli-las como sempre fiz. Vou ignorar sua presente necessidade. Que saia apenas para olhar a vida e me esvaziar, quando tudo estiver deserto. Mas voltem. Voltem e se prendam. Não sejam cruéis, não se esforcem, não insistam. Nada adiantará. Porque vocês estão presas, não merecem ser soltas. Eu não mereço solta-las.