terça-feira, 11 de junho de 2013

Só eu que vejo?

Algo não faz sentido. Vejo garotas desmaiando de fome em busca do corpo perfeito, vejo garotos quebrando regras e corações para parecer o machão. Só eu que vejo? Isso não é normal! Como pode ser tratado como natural garotas grávidas aos 14?!
        
Isso está errado. Andando na rua vejo um mendigo na calçada e quando olho para o lado vejo um cara com seu carrão importado. Algo está errado! O jogador ganhando um milhão e o trabalhador um salário mínimo. Eu vejo crianças morrendo de fome por não ter um pão!
       
De um lado para o outro eu vejo o caos que isso se tornou. Homens de ternos ocupados e consumidos pela ganância, idosos abandonados, pulsos cortados, adolescentes procurando clínicas de aborto ilegais, garotas esqueléticas vomitando a comida, meninos se drogando e crianças bebendo. Para onde vamos se a população está sem rumo? Para onde vamos se o único sonho existente é o sonho em sonhar?
       
Caminhando pela calçado vejo uma multidão olhando para o alto: um homem vai tentar suicídio. Lá de cima ele grita “Vocês estão loucos? Pode ter certeza, o doente aqui não sou eu!”, e ele tem razão! Estamos conseguindo nos destruir e ninguém percebe; estamos nos matando e ninguém liga! Nós, seres humanos, somos tão estúpidos que estamos conseguindo acabar com nós mesmos. Usamos nossa inteligência como a maior arma de destruição em massa. Isso é burrice!
      
Os sonhos estão se esgotando… O sangue daqueles que tem esperança está escorrendo por entre meus dedos. Alguém me diz como fazer a diferença? As crianças estão chorando, os adolescentes perdidos, adultos cegos e idosos feridos. E agora o que fazer quando se dá para contar as almas que querem fazer o bem? E então o que fazer, quando só me resta esperar por dias melhores?